Painel de Controlo dos Paineis Solares…

Para colocar toda a parafernália de coisas para controlar os painéis solares, tínhamos que ter uma especie de quadro na parede, e depois de vermos muitos Youtube’s e paginas online, decidimos ir pela técnica de quadro saído da parede.

A ideia era aproveitar uma “estante” de pinho que já tínhamos comprado, nas oportunidades no aki, à alguns meses, e que estava lá para a garagem, e fazer algo como isto, que fizemos no sketchup 😉

A caixa que compramos no Aki tem 72x36x30cm e o objectivo, visto que na parede onde irá ficar só temos 19cm de profundidade, é cortar dos 30cms duas tiras de 12cms cada e de uma caixa fazer duas. e ficar assim com um quadro de 74cm’s por 72cm’s de altura e 12cm’s de profundidade.

Depois ainda leva duas portas em branco, para condizer com o resto do escritório onde serão colocados os acessórios, como o Voltímetro, Amperímetro, interruptores, disjuntores, carregadores de baterias, etc…

Nota: O desenho no sketchup não esta bem com as medidas certas, porque ainda não percebemos bem como redefinir um tamanho de um objecto depois de criado, sem ser com o Scale.

Os Cabos do Painel Solar…

Tínhamos duas maneiras de ligar os painéis solares, ou em serie ou em paralelo, sendo que em série ficávamos com um sistema de 24V e em paralelo com um sistema de 12V.

Havia aqui várias coisas a considerar sendo uma delas o comprimento/mm2 do cabo de ligação, porque em DC(corrente continua) as percas pelo cabo são muito grandes, por isso um cabo quando maior o condutor melhor a condutividade.

Conseguimos arranjar um cabo 3G4 ou seja 3 condutores de 4mm2 cada,  o que dá um cabo de 33mm2 alem disso ainda decidimos usar, não um, mas sim dois destes cabos, um para o positivo e outro para o negativo e assim segundo as nossas contas mantivemos a perca abaixo os 3% que recomendam, na realidade com este cabo as percas ficam abaixo dos 0.5%. Claro que isto é num sistema de 12V se fosse em 24V mudava tudo, mas como todo o resto do equipamento que temos é 12V decidimos manter os 12V. Os testes que já fizemos esta com óptimas performances.

Nota: Em serie mantêm-se os Volts e duplicam os Amperes. Em paralelo mantêm-se os Amperes e duplicam os Volts.

Voltando aos cabos do painel, eles de fábrica veem com conectores MC4 que os bons são caros, e já tínhamos lido que os baratos (made in China) não são viáveis e por vezes deixam mesmo de funcionar, decidimos ir pela solução de cortar os terminais e fazer ligações directas as barras de terminais, mas faltou-nos um pormenor, não tínhamos barras para tal tamanho de cabo, lá fomos pela solução à tuga (QUE não recomendamos a fazerem).

Sim, isso mesmo, fita-cola… vergonhoso… Mas nada que depois no dia seguinte e uma visita à loja de artigos de electricidade não resolvesse.

Comprámos uma barra de neutro com 13 terminais.

Cortamos ao meio e ficamos com duas barras de 6 conectores para cada lado, o que dava para o positivo com três condutores do cabo principal e para os dois positivos dos dois painéis, e a mesma quantidade para o negativo do sistema.

Depois ainda mudamos cada um para a sua caixa estanque, uma para o positivo e uma para o negativo, e ainda ficamos com a possibilidade no futuro de adicionar ate mais dois painéis. Para já estamos satisfeitos com estas ligações e é o que irá ficar.

A Base do Painel Solar..está no telhado…

Depois de muito investigarmos e de muito pensarmos, decidimos que o que quer que fizéssemos tinha que cumprir os requisitos que indicamos no post anterior (aqui).

E assim foi, compramos o mais barato possível, e aproveitamos uma solução que existe no Aki que usa partes de plástico para criar formas com tubos de alumínio. Sim, talvez o plástico não seja muito durável, mas pensamos que vai durar tempo suficiente para pagar os painéis e substituirmos por outra coisa qualquer, o importante é meter os painéis no telhado o mais rápido possível e com a maior segurança possível, ou seja para não voarem 😉

Demoramos perto de uma manhã de “corte e costura” e depois mais algumas horas da tarde para colocar no telhado, mas o resultado pensamos que ficou muito bom, e já lá estão os acessórios para uma futura expansão. Tiramos algumas fotos do processo de fabrico, mas sao um pouco chatas por isso fica apenas um mosaico de 4 dessas fotos.

Nao ficou bem centrado como queríamos, mas talvez assim ate esteja melhor. Os painéis teem 4 parafusos cada a prender sendo que são 2 a barra superior e mais 2 a barra inferior, e teem entre eles 2.5cm’s de espaço por motivos de circulação de ar/aquecimento.

O resultado final é este:

Para já estão regulados para 15º que é o ângulo recomendado para esta altura do ano, depois também faremos um post sobre isto do ângulos, e depois no inverno quando passar para os 45º é só substituirmos as barras traseiras de 33cm’s por umas de 110cm’s e está o ângulo feito.

Só ficou a faltar fixar ao talhado com parafusos definitivos porque estamos com um problema de falta de cabo, e por isso tiveram que ficar ali muito em cima da antena, o que implica que a 45º fica a frente da antena cortando assim o sinal de TV, e isso não pode ser, vamos ter que os chegar um pouco mais para o lado.  Aproveitámos para refazer as caixas de conexão do positivo e do negativo separando-as e colocando novos terminais, depois falamos nisso noutro post.

A Base do Painel Solar… v2.0

Quando começámos este projecto, falamos neste assunto, e estava tudo indicado que era o que iríamos usar para servir de base para o nosso painel, mas quando olhamos melhor chegámos à brilhante conclusão que não iria ser possível uma vez que:

  1. Só permitia ter um máximo de dois painéis
  2. Achamos que ia ficar feio e dar muito nas vistas devido a altura.

Estamos a falar deste post no qual mostrávamos uma base de uma antena parabólica, que supostamente seria a base do painel.

Como isto não servia tínhamos que ir para o papel desenhar uma estrutura que desse para:

  1. Ser estável
  2. Possibilidade de expansão (adicionar mais painéis)
  3. Possibilidade de regular entre 15º(Verão) e 45º(Inverno) de inclinação dos painéis.
  4. O mais barato possível 😉

Pegamos no Google Sketchup ( que nunca tínhamos usado na vida) e nalguns sites para cálculos de ângulos e tamanhos e afins, e o resultado final é este:

Note-se que os painéis não vão ser independentes, isto é só para ilustrar o tamanho dos tubos que irão fazer a regulação do ângulo. Sendo que o painel da esquerda é o que esta a 45º e o da direita a 15º.

Esperamos conseguir fazer isto este fim de semana.

Fiquem por ai que depois damos mais novidades.

O Projecto Solar… O Regresso…

No dia 09/03/2011 começámos um projecto que tinha o seu fim anunciado para breve, e isto porque após termos considerado todos os custo e a falta de matéria prima, o pequeno painel de 36W/12V/5Amp iria ficar pelo menos por uns 150€ ou mais… Por isso ficou lá na famosa prateleira que todos temos em casa que se chama de “Futuros Projectos”.

Infelizmente nunca mais se concretizou..

Mas eis que aproximadamente um ano depois surge uma nova oportunidade de continuar o nosso projecto Solar mas desta vez com coisas pré-feitas e por metade do preço e mais do dobro da potencia. A realidade é que hoje em dia já não compensa, em Portugal pelo menos, fazer o nosso próprio painel quando podemos comprar por poucos euros um painel de 100W/12V/6Amp.

E foi o que fizemos, ontem quando chegamos a casa tínhamos a nossa espera esta maravilha.

São dois painéis de 100W mono cristalinos de 12V/6Amp.

Claro que tivemos logo que as abrir para ver o conteúdo e fazer um teste:

Com tempo nublado e já perto das 19:00 estávamos a debitar uns belos 16.9V, infelizmente não conseguimos ver a amperagem porque já há algum tempo que o nosso voltímetro tem o fusível da amperagem fundido 😛 (Nota: nunca tentem ver a amperagem de uma bateria de 12 amp/h com um amperímetro que só da ate 10amp)

Resumindo, em breve irão surgir muitos mais posts sobre este assunto porque ainda este fim de semana ja vamos começar a montagem de alguns sistemas lá por casa, fiquem por ai 😉

Greg Grant and Linda Vigil…

Queremos partilhar aqui mais um documentário sobre um casal que decidiu comprar 20 acres de terreno (+/- 0.080km2) em Montana USA, e construir la a sua casa e viver tal como tantos outros “Off the Grid”. Actualmente teem inclusive o seu estúdio de gravação de musica na mesma casa.

O documentário mostra a construção da casa e algumas das técnicas que eles empregaram para construir a mesma.

Se puderem percam uns 60 minutos separados por estes 6 vídeos de +/- 10 minutos cada.

Bananas Desidratadas…

Não temos bem a certeza se já o tínhamos feito, a Faneca diz que sim eu digo que não. Mas por via das duvidas, vamos aqui falar de bananas desidratadas.

No Codebits V, um grande amigo nosso o Antonio pediu-nos se lhe podíamos desidratar 1 quilo de bananas para colocar nos cereais ou nos iogurtes matinais. E nós claro que dissemos prontamente que sim.

Desidratar bananas é das coisas mais fáceis que existe, a única parte chata é mesmo o de cortar as rodelas de banana todas com +/- a mesma espessura. (Nota para nos: Arranjar uma daquelas “fatiadoras” manuais, que antigamente apresentava muito na TV).

Para as bananas deixamos no desidratador perto de 12 horas, mas apenas porque nos deixamos ficar a dormir ate um pouco mais tarde neste ultimo feriado de 1 de Dezembro, 😉 porque bastam umas 8 a 10 horas.

Apenas a ter em atenção que as bananas não devem ficar totalmente secas, podem, mas ficam melhores se ficarem assim um pouco para o moles, e foi o que nos aconteceu. E tirando o facto que dão mais trabalho a tirar das prateleiras do que a por, a realidade é que as bananas desidratadas são muito boas. Agora só esperamos é que o António goste 🙂

A grande vantagem, das bananas desidratadas é que podemos ter sempre esta fruta para colocar em qualquer prato, mesmo saladas de frutas, claro que podemos sempre ter o fruto sem estar desidratado, mas pensem la bem quanto tempo é que dura uma banana que esta na fruteira? 😉

Note-se que com isto não queremos dizer que somos fanáticos da desidratação e que é a melhor coisa do mundo, porque não é. Simplesmente é uma boa alternativa para ter sempre quase tudo o que precisamos ali ao pé, e com os devidos cuidados, com a mesma frescura de um produto acabadinho de apanhar da horta ou de trazer de algum lado.

Aquaponics…

É o nosso novo projecto, e não é nada mais nada menos do que juntar a criação de peixe com a plantação de vegetais.

Aquaponics (pronounced: /ˈækwəˈpɒnɨks/) is a sustainable food production system that combines a traditional aquaculture (raising aquatic animals such as fish, crayfish or prawns in tanks) with hydroponics (cultivating plants in water) in a symbiotic environment. In the aquaculture, effluents accumulate in the water, increasing toxicity for the fish. This water is led to a hydroponic system where the by-products from the aquaculture are filtered out by the plants as vital nutrients, after which the cleansed water is recirculated back to the animals. The term aquaponics is a portmanteau of the terms aquaculture and hydroponic. (via Wikipedia)

Ora bem, como devem imaginar, já nos fartamos de ler e ler e ler, inclusive descobrimos estas maravilhosas revistas de um site chamado BackyardAquaponics, do qual tirámos pazadas de informação.

Mas falando um pouco do que se trata. Trata-se de ter um tanque com peixes, que por sua vez produzem matéria que seguidamente alimenta as plantas, através da constante submersão em água. Simples não? E no final podemos comer os vegetais e os peixes, claro que convém escolher bem os peixes que se colocam no tanque, para serem comestíveis, ou seja não vamos usar peixinhos doirados que ate acreditamos que sejam comestíveis, mas…

Já vimos alguns youtube’s e descobrimos que existem diversas variantes de aquaponics, inclusive barrelponics, que consiste em fazer todo o esquema recorrendo à utilização de barris de 200lts.

Para já vamos tentar com os materiais que tenhamos lá para casa, mesmo que seja apenas em pequena escala, queremos fazer um teste, se correr bem, logo se vê.

Vamos seguir este exemplo, mas muito mais pequeno:

Encontramos um Sr. Murray Hallam que é o responsável pelos filmes de que ficam aqui os trailers, e os quais já vimos e recomendamos:

Aquaponics: The First 12 Months DVD

DIY Aquaponics DVD Teaser

Podem obter mais informação no site: BackyardAquaponics

Para já estamos ainda na fase de recolher informação e de analisar custos e recursos, tal como todos os nossos projectos inicialmente, é um teste e por isso queremos reduzir os custos a praticamente 0€, estamos a procura de material que nos possa ajudar nomeadamente:

  • Bombas de agua
  • Tanques
  • Barris
  • Peixes (esta parte é importante, estamos a apontar para tilapias/achigãs)

Enfim, mais um projecto que vamos ver como corre 😉

ps: já agora, alguém sabe onde podemos comprar peixes deste tipo? ou seja peixe para viveiro?

Ainda por aqui andamos…

Apesar de não termos colocado posts aqui ultimamente a realidade é que ainda por aqui andamos.

Simplesmente e devido à época de prevenção aos incêndios de 2011 ter sido prolongada continuamos com o tempo muito reduzido.

Mas temos continuado a produzir algumas coisas 🙂

Fiquem por ai que em breve teremos novidades.

Obrigado por não desistirem de nós.

O Composto das Galinhas…

No passado dia 14/06/2011 mencionamos aqui que íamos começar a usar a técnica de deep litter no nosso galinheiro, não só porque evitava problemas de saúde para as miúdas como ajudava a fazer mais composto. Isto entre outras razões.

Agora o que nós não sabíamos, e apesar de já termos lido sobre isso não queríamos acreditar, era que aquilo realmente decompunha a palha assim tão rapidamente. O que vos podemos dizer é que normalmente de 15 em 15 dias adicionamos mais uma camada de palha, para que as miúdas possam andar por la a bicar a vontade e porque sempre lhes da mais algum conforto, e reparem so o aspecto que tem a terra que está no fundo do nosso galinheiro.

E não tem bom aspecto? Isto é composto por, ração, milho, palha, terra, restos de vegetais, e muito mas mesmo muita M#!”# de galinha, ou seja tudo o que um bom composto precisa para dar nutrientes aos nossos vegetais. E tudo seco e sem qualquer odor.

Agora se pensarmos que no espaço de 2 semanas a palha inteira fica com este aspecto, podemos concluir efectivamente que:

O Composto Acontece mesmo…

Por isso, vamos continuar a usar esta técnica e quando fizer 6 meses removemos todo o composto gerado, e começamos de novo, que as miúdas fazem o trabalho necessário.

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